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sábado, 11 de fevereiro de 2012

ENSAIO Clarice Lispector: tons e matizes

Ensaio da professora, poetisa e escritora Aíla Sampaio  (clica no nome e entrará direto em seu blog sobre literatura) para o caderno LER (Cultura) do Diário do Nordeste -DN (Fortaleza) sobre a escritora Clarice Lispector.





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Clarice Lispector
Clarice Lispector possui, sem dúvida, uma extensa fortuna crítica; no entanto, não param de surgir novas -e pertinentes - reflexões sobre sua escritura
Sob o título de "Clarices: uma homenagem", surge o livro organizado pela professoras Fernanda Coutinho e Vera Moraes, pelo aniversário de 50 anos do volume Laços de família e pelos 90 que a escritora faria se estivesse viva, como o plural já sinaliza, traz Clarice Lispector em vários rostos, tons e matizes. A coletânea foi lançada em dezembro de 2011, no Centro Cultural Banco do Nordeste, no mesmo dia da abertura da exposição Clarice: Retratos, com curadoria de Fernanda Coutinho e Inês Cardoso.

Dos motivos
Não apenas os contos do livro aniversariante constituem objeto de estudo dos artigos, nem somente artigos falam da escritura de Clarice. São 540 páginas com 26 trabalhos acerca de seus contos, romances, crônicas, biografias, e duas entrevistas feitas pelas organizadoras da coletânea com pesquisadoras tutelares da obra clariceana: a brasileira Nádia Battela Gotlib, autora de Clarice fotobiografia e Clarice: uma vida que se conta; e a professora francesa, Nadiá Setti, responsável por vários estudos sobre a obra da escritora na Sorbonne.

ReleiturasDizer que os treze contos de Laços de Família já foram exaustivamente estudados no Brasil e em outros países não é nenhum modo de considerar os estudos acerca deles repetitivos, ao contrário, é uma forma de mais se admirar as suas possibilidades de interpretação que não se esgotam nunca e sempre conseguem surpreender o leitor. São 13 contos centrados, tematicamente, no processo de aprisionamento dos indivíduos através dos "laços de família"; 10 deles, notadamente, têm mulheres como protagonistas, e falam de sua prisão doméstica, de seu cotidiano, de suas formas de vida convencionais e estereotipadas. As narrativas parecem focar a classe média carioca, numa visão desencantada e descrente dos laços familiares, das convenções e dos jogos de interesses que predominam nas relações.

A abertura
O artigo que abre a coletânea Clarices, "En verdad, Clarice Lispector", de Aina Pérez Fontdevila, focaliza a escritura de Clarice, fala sobre a crítica que vincula sua criação ao feminino, assegura-lhe contornos míticos e faz a analogia escritura e corpo.

A mulher e o feminino são, inevitavelmente, as nuanças que mais se desenham em seu mundo ficcional, as matizes maiores dos seus textos. Assim, são também os leitmotivs de estudos mais constantes, como se pode ler nos artigos: "Laços de uma outra ordem - uma análise bakhtiniana do conto ´Feliz aniversário´, de Clarice Lispector", escrito por Gabriela Lírio Gurgel, que faz uma enunciação dialética entre o psíquico e o ideológico; vida interior e exterior. "Na dança de Eros e Thanatos: movimentos de vida e morte em Laços de Família", de Olga de Sá, autora do livro A escritura de Clarice Lispector, se disserta sobre a sensibilidade do universo feminino.

Escrita e feminino
Em "Mulheres, baratas e coisas afins", de Paulo Germano Barrozo de Albuquerque, levantam-se também questões ligadas ao feminino e faz-se a relação entre escrita e essência feminina nos textos dos livros Correio feminino e Só para mulheres, ambos organizados por Aparecida Nunes. Em "Inquietudes de ser mulher em Laços de Família", de Vera Moraes e Maria Elenice Costa Lima, analisam-se crônicas que focalizam a mulher e centra-se a investigação na personagem singular Pequena Flor, mostrando as relações eu versus outro e eu versus eu.

O leitor de Clarices se vê diante de um caleidoscópio de imagens e significações inesgotáveis do universo feminino, desbravando novas leituras e possibilidades de interpretação. No artigo "O verde úmido subindo em mim: a mulher e a magia do jardim em Clarice Lispector", Vera Moraes analisa a crônica "O ato gratuito", do livro A descoberta do mundo, focalizando ainda outras crônicas da mesma obra, e os contos "O Búfalo", "Amor" e "Mistérios em São Cristóvão", com apoio teórico de obras de Walter Benjamim, Maurice Merleau-Ponti e Didi-Huberman, resultando num belo estudo fenomenológico. Em "A hora perigosa da tarde nos Laços de Família: Clarice Lispector e o movimento feminista", Nilson Dias perquire a busca da identidade, debatendo os confrontos entre a mulher e seu mundo normativo, assunto reiterado praticamente em todos os enredos.

A alteridade
"Três mulheres de Pedra ou de possíveis atalhos para um rompimento de cerco - uma leitura do romance A cidade sitiada", de Gilberto Figueiredo Martins, por sua vez, enfoca as relações de alteridade na cidade, as máscaras e os disfarces sociais no universo dos personagens, citando críticos como Roberto da Matta, Regina Pontieri, Mary Del Priore, Nicolau Sevcenko e atribuindo uma dimensão documental à obra.

Elementos-chave da escrita de Clarice LispectorClarice Lispector nasceu na Ucrânia, em 1925, e morreu na cidade do Rio de Janeiro, 1977). Em seu livro de estria, Perto do coração selvagem, já revela as marcas de toda a sua criação: a presença de metáforas insólitas, o fluxo da consciência, o monólogo interior, a ruptura com o enredo factual.

A epifania
Suas personagens, mergulhadas em profunda introspecção, vivem numa atmosfera nebulosa, pois são castradas para a vida real. Mas, de quando em vez, sentindo-se sufocadas, ela explodem para a vida real, momento em que são tomadas por um tremendo mal-estar, experimentando náuseas, tonturas e ânsia de vômito. Quanto a isso, uma das mais emblemáticas cenas ocorre quando, no conto "Amor", a protagonista Ana, estando sentada num banco de bonde, depara um cego mascando chicles, e tudo se torna uma estranha sofreguidão. E, logo, um grande mal será feito, sendo, a partir de então, as coisas irremediáveis.

Tudo isso encontra harmonia numa linguagem bem trabalhada, que toca o poético. Sua ficção concentra-se, sobretudo, nas regiões mais profundas do inconsciente, investigando, assim, os desejos e as volições que, as mais das vezes, são ignoradas até pelas próprias personagens.

Recursos expressivosO espaço exterior, em suas narrativas, tem importância secundária, pois, tudo se resume à mente das personagens. Assim, o objetivo maior do texto é o momento da epifania: a personagem descobre que vive num mundo absurdo, - o que se dá por meio de um fato inusitado, a partir do qual, o desequilíbrio interior provocará uma mudança radical na vida da personagem. Obras: A paixão segundo GH; A hora da estrela; Uma aprendizagem ou o livro dos prazeres; (romances) e Laços de família (de contos)

AÍLA SAMPAIO
COLABORADORA*



Fonte: http://diariodonordeste.globo.com/materia.asp?codigo=1103700

ENSAIO A poética do devaneio 11.02.2012



A infância é outro tema visitado, em diferentes abordagens. Em "De máscaras e desejo: infância na contística de Clarice Lispector", Élcio Luís analisa dois contos emblemáticos - "Felicidade Clandestina" e "Restos de Carnaval" - num aporte psicanalítico do desejo infantil e dos obstáculos a serem transpostos para a realização deles.
Resgates
"Clarice e a infância jamais perdida", de Fernanda Coutinho, resgata a Clarice menina, nas ruas de Recife, para intuir as páginas lidas que encantaram e viraram as palavras poéticas da escritora. São as vivências dos tempos de criança que norteiam, de acordo com a professora, a criação subsequente da escritora que enveredou pelas letras em tenra idade.
Já "Margens da alegria: a infância em 'A menor mulher do mundo'", de Sarah Diva da Silva Ipiranga, associa surpreendentemente as reações de Pequena Flor, a pigmeia minúscula que tem medo de ser devorada, ao comportamento infantil, embora já seja ela uma mulher e esteja grávida. Embora, como já se disse, os artigos não se limitem à análise das narrativas de Laços de Família, é dessa obra que surge a maioria dos artigos, cujos enredos propiciam diálogos homoautorais, o que dá unidade ao livro, pelas recorrências temáticas e ressignificações.
Dos processos
A análise do processo criador aparece à luz da Poética do devaneio, de Gaston Bachelard, em "Poética e devaneio do processo criativo de Clarice Lispector", de André Luiz Gomes e Jean Claude Miroir. Nesse esteio de análise da escritura, tem-se, ainda, "Devaneio e embriaguez duma rapariga": Clarice Lispector e a narração falsificadora", de Ilza Matias de Sousa, pesquisa embasada em teóricos como Gilles Delleuze, Maurice Blanchot, Féliz Guattari, Jacques Derrida, Michel Foucault. "A bruta flor do amor", de Lúcia Castelo Branco, com base em textos de Maurice Blanchot e Jacques Lacan, investiga os caminhos do leitor do conto "Amor" e fala sobre as contradições dos sentimentos nele existentes. Em "'Mistério em São Cristóvão' ou os mascarados e a mocinha do fio branco", de Odalice de Castro Silva, destacam-se os jogos de linguagem e esconde-esconde da autora de 'escrita insidiosa', que constantemente escamoteia a relação entre vida e Literatura.
Quatro leituras
"A menor mulher do mundo e outras mulheres nos laços narrativos de Clarice Lispector", de Ângela Fernandes de Lima" focaliza 4 contos - "A menor mulher do mundo", "Uma galinha", "Feliz aniversário" e "A imitação da rosa", mostrando a relação eu versus o outro e centrando parte da análise na figura da personagem Pequena Flor, a mais diferente das mulheres clariceanas.
Em "O teatro da crueldade e o animal - escrita na fábula da modernidade clariceana", Ilza Matias de Sousa e Maria Eliane Sousa da Silva analisam os devires, com base em Maurice Blanchot, Antonin Artraud, Gilles Delleuze e Félix Guattari. Em "Nem tanto a Ulisses nem tanto a Penélope: a sobrevivência do mito em Clarice Lispector" de Maria Aparecida Ribeiro, resgatam-se os significados dos mitos na associação entre os personagens de Uma aprendizagem ou o livro dos prazeres a Ulisses e Penélope, da epopeia Ilíada, de Homero.
Múltiplos diálogos
Saindo das obras para a vida, mas perquirindo sempre a criação literária, "Essa coisa íntima que está sempre queimando em Lúcio e Clarice", de Teresa Montero, autora da biografia Eu sou uma pergunta (1999), fala sobre a amizade entre Lúcio Cardoso e Clarice Lispector, suas influências e trocas de afetos.
O diálogo da literatura com outras linguagens, por meio do texto clariceano, aparece nos artigos de Ermelinda Ma. Araújo Ferreira ("Sujos quintais com tesouros: escrita e riprografia em CL"), que investiga escrita e riparografia, fazendo a equiparação da escrita clariceana à riparografia da pintura; e no de Taciana Oliveira, "Acordes para um roteiro", que disserta sobre o filme "A descoberta do Mundo", dela em parceria da cineasta com Teresa Montero, biógrafa de Clarice; a proposta é, no filme, tecer o diálogo da obra com a autora. Já "Clarice por trás da objetiva" é uma resenha sobre o livro Clarice fotobiografia, de Nádia Gotlib, feita por Ricardo Iannace, acerca da cronologia de fotos publicadas no volume.
Considerações finais
É interessante, também, ler crítica sobre a crítica, - "O leitor sitiado e a renovada experiência da leitura: uma crítica que se conta", de Diana Junkes Martha Toneto, faz uma leitura crítica do livro Clarice: uma vida que se conta, de Nádia Gotlib. Por último, sabe-se acerca do catálogo da coleção Clarice Lispector do Instituto Moreira Sales, bem exposto por Fábio Frohwein, com o inventário de todos os arquivos, correspondências, documentos sonoros, pinturas, fotografias e obras. Clarices: uma homenagem é um marco na fortuna crítica da obra de Clarice Lispector e se afirma, desde seu lançamento, como um livro fundamental acerca da diversidade e complexidade do texto clariceano bem como de sua vida mitificada e ilusoriamente compreensível por meio dos seus escritos.

SAIBA MAIS
BLOOM, Harold. Cabala e crítica. Rio de Janeiro: Imago, 1991
MORAES, Alexandre. (Org.) Clarice Lispector em muitos olhares Espírito Santo: UFES, 2000
MOSER, Benjamin. Clarice, uma biograifia. São Paulo: Cosac Naify, 2009
NUNES, Benedito. O drama da linguagem: uma leitura de Clarice Lispector. São Paulo: Ática, 1989
SANTOS, Roberto Corrêa dos. Lendo Clarice Lispector. Rio de Janeiro: Atual, 1986

Fonte: http://diariodonordeste.globo.com/materia.asp?codigo=1103705

segunda-feira, 30 de janeiro de 2012

L'anima del cuore



Ci sei !? 
Su tutti le condizioni della vita 
per non lasciare di essere permeabile
como un suffragge

C'e una solidità 
troppo forte nelle atteggiamenti
di persone senza carattere...

E' poi rimanere forte 
e lontano di tutto 
che sta sotto l'influenza di 
un 'Phármakon'.

Oh, molti persone mantiene 
un volto privo sensi di colpa
Dormire come 'un uccello nel suo nido'
É vivere senza "non cura" con l'altre.


quinta-feira, 26 de janeiro de 2012

Lançamento de Lourdinha Leite Barbosa no Bazar das Letras do SESC (31.01)




Projeto Bazar das Letras do SESC Fortaleza recebe como convidada a escritora Lourdinha Leite Barbosa que participará de entrevista e lançará seu livro de contos “Pela Moldura da Janela & outras histórias”, ganhador do VI Edital de Incentivo às Artes da SECULT.

Data: 31 de janeiro de 2012 (terça-feira)
Horário: às 19h
Local: Galeria do Teatro SESC Emiliano Queiroz (av. Duque de Caxias, 1701 — em frente ao DNOCS)
Entrevistador: Carlos Roberto Vazconcelos


Sobre o Livro:

Em cada novo conto, transparece sua habilidade de construir personagens, desembaraçar mistérios e desenredar sentimentos. Sua matéria-prima são as vivências e as relações dos sujeitos com seus objetos internos e externos.

Beatriz Jucá, psicóloga

Em síntese, os contos desse livro são a aventura do humano. Os aparentemente pequenos – no entanto, intensos – dramas existenciais motivam os enredos, fornecem o tom com que se revestirá cada narrativa.

Laéria Fontenele, psicanalista e professora da UFC

É principalmente a alma feminina que se encontra no centro das atenções da autora: é a grandeza trágica da condição de ser mulher (...) Quase sempre uma mulher que luta e encontra uma saída e um novo motivo para continuar a viver. É justamente nas narrativas que expressam a condição feminina que a sensibilidade criadora de Lourdinha Leite Barbosa mais se patenteia.

Vicência Maria Freitas Jaguaribe, Professora da UECE


Sobre a Autora: LOURDINHA LEITE BARBOSA é Mestre em Literatura Brasileira e professora da UECE. Membro da Academia de Letras e Artes do Nordeste e da Academia Ipuense de Letras, Ciências e Artes (AILCA). Tem contos, ensaios e artigos publicados em antologias, jornais e revistas especializadas.
Publicou: Protagonistas de Rachel de Queiroz: caminhos e descaminhos (ensaios, cuja 2ª edição foi publicada pela Secretaria da Cultura do Estado do Ceará, série Panorama Nacional, Coleção Nossa Cultura); A arte de engolir palavras (contos) e organizou, com Cleudene Aragão: 100 Anos de Rachel de Queiroz: vida e obra.

Apoio Cultural
SESC
Secretaria da Cultura do Estado do Ceará

segunda-feira, 23 de janeiro de 2012

REISADO CEARENSE (FORTALEZA)





TROCA DE IDEIAS - CCBNB FORTALEZA

O REISADO CEARENSE E O ENSINO DAS AFRICANIDADES

Autora Convidada: Profª. Drª. Cícera Nunes (Juazeiro do Norte - CE) 

Mediadora: Profª. Paula Izabela (Juazeiro do Norte - CE)

Dia 25 de janeiro de 2012 (quarta-feira), das 18:30 às 20:30

Auditório, 3º andar

Um panorama do Reisado expondo os fatos desta prática social organizada pelos brincantes, acompanhado de uma análise desse festejo que compõe a diversificada identidade cultural brasileira. Entrevista seguida pelo lançamento e sessão de autógrafos do livro "Reisado Cearense - uma proposta para o ensino das africanidades", fruto da pesquisa acadêmica e da experiência pessoal da autora nas questões históricas e culturais africanas/afrodescendentes no que se refere às conquistas do povo negro brasileiro.

Cícera Nunes é pedagoga e especialista em Arte-Educação pela Universidade Regional do Cariri - URCA, mestre e doutora em Educação Brasileira pela Universidade Federal do Ceará - UFC. Lecionou na Universidade Federal de Alagoas e na Universidade Federal de Campina Grande, hoje é efetiva na Universidade Regional do Cariri - URCA. Autora da tese: “Os Congos de Milagres e africanidades na educação do Cariri Cearense”.

| 2012 |

domingo, 22 de janeiro de 2012

Beija-Flor




Foto: Margleice -  Cameam/Uern 

                                                                
Com o seu canto sutil 

e seu ritmo acelerado;

o seu voo encantador

que sempre paira no ar. 

E, embeleza-se todo 

com o seu ardil 

em busca do seu néctar 

pelo mundo a viajar 

de flor em flor 

e, sentir-se todo como um varonil

para um amor conquistar. 

Margleice Pimenta 


terça-feira, 17 de janeiro de 2012

Iracema




O canto de Iracema 
com os seus belos versos 
que ecoa com o da Ema!


Mi manchi

Mi manchi un po' di questo posto 
con il suo vento piacevole
Le piove nel'inverno
con sull'aria indimenticabile 
oggi non è possibile 
sentire con la stessa intensità....



Margleice Pimenta — 16.01.12


Cidades Antenadas ou Paranóicas?


Assistindo alguns vídeos sobre a Literatura de Cordel, em que um deles
a repórter comenta que no interior o uso de antenas parabólicas
é superior à capital...isso acaba sendo um motivo de piadas... não deixa de ser. 


No final da década dos anos noventa, AS ANTENAS PARABÓLICAS começaram a surgir nas casas das cidades do interior do ceará, e ganhar uma proporção maior pela falta dos canais de televisão no Estado do Ceará. No interior, o único canal era a TVCeará (canal 5) uma afiliada da TV CULTURA de São Paulo. Os canais da capital cearense (Fortaleza) na época eram a Jangadeiro (SBT), GLOBO (Verdes Mares).  Em dezembro de 1990 , a rede MANCHETE saiu do ar na TV aberta quando iniciou a novela A História de Ana Raio e Zé Trovão
Não se assustem camaradas, que nos dias de hoje,  as cidades pequenas dos interiores e os mais longínquos lugares, como as casas de pau a pique (de taipa) é bem visível seguir pelas estradas carroçáveis e vê-los um número significativo desses aparelhos. Através  de satélites, é possível transmitir todas as imagens de vários canais NACIONAIS que chegam nas casas.   Então, na modernidade, as pessoas têm um motivo maior de acompanhar, mesmo que por curiosidade, as notícias que veem do Brasil e do mundo inteiro alarmante entre a sua população paranóica. 








Margleice Pimenta 



Foto:
Alison Magalhaes (IRACEMA-CE). 

Texto:
 Margleice Pimenta 16.01.12

domingo, 15 de janeiro de 2012

Olivetti...



Foto: Margleice Pimenta (Fortaleza) 

Ventos da noite




A noite vem chegando
Quando te vejo ao meu lado 
Os seus cabelos penetram 
Entre as minhas mãos 
Sinto o calor de seu corpo
Com tanta emoção 
E afagar sem limites...
Quando sombra o vento 
E, as ondas do mar 
que atravessa a janela
do quarto com o explendor 
da lua cheia que provoca 
uma sensação de ' ar puro' 
como de um ‘orvalho’ para
purificar todas as energias 
do corpo e da mente. 



segunda-feira, 26 de dezembro de 2011

Rosa de Ouro






Quando a noite chega 
ela vai se guardar...
Dorme como um anjo 
a espera do luar...
Um novo dia vai surgir
com o sol a brilhar...
E, logo despontará no jardim
a sua rosa de ouro


segunda-feira, 24 de outubro de 2011

Salsa




E' in ogni movimento, 
che si balla con l'anima 
e arriva al'apogeu.
É bisogno un spirito d'angelo
con forza e coraggio 
per vencere tutti gli sfide.
Il cuore e' una parte sensibile 
ma al stesso tempo troppo forte 
Fa la vita sentire ogni volta
mai piena di sogni, 
perché la salsa e' passione 
per chi ama la vita. 

Margleice Pimenta, 24/10/11