Seguidores
sexta-feira, 1 de fevereiro de 2013
sexta-feira, 28 de dezembro de 2012
Aurora
Foto: Margleice Pimenta
Na alvorada o crepúsculo matinal surge ao nascente sob luz forte. A aurora grega mitológica que emana raios, e transcende o brilho natural.
O céu não é o limite para chegar ao seu destino. E, segue a linha do horizonte.
Os caminhos que desvendam os mistérios ao longo de seu trajeto.
Logo vai fazer uma serenata nos acordes de um violão para conquistar
o seu amor no luar quando este chegar no fim da tarde.
A aurora dá o seu adeus naquele instante. Um novo encontro chegará
no dia seguinte para abrilhantar o seu renascimento. Mas uma vez, os olhos
segue um rumo à imagem central do universo.
Margleice Pimenta
domingo, 23 de dezembro de 2012
segunda-feira, 17 de dezembro de 2012
Nuvens
Nuvens que se dissipam no céu azul do Sertão,
galhos de árvores secos embrenhados pela caatinga.
Sol do meio-dia que desatina!
Há sempre o canto dos galos-da-campina (cabeça vermelha)
que pousam de galho em galho.
galhos de árvores secos embrenhados pela caatinga.
Sol do meio-dia que desatina!
Há sempre o canto dos galos-da-campina (cabeça vermelha)
que pousam de galho em galho.
Enfim, a natureza se encarrega de revelar as suas exuberâncias.
Margleice Pimenta
Foto: Margleice ( 13.12.2012)
Margleice Pimenta
Foto: Margleice ( 13.12.2012)
domingo, 16 de dezembro de 2012
quarta-feira, 14 de novembro de 2012
segunda-feira, 12 de novembro de 2012
X BIENAL INTERNACIONAL DO LIVRO DO CEARÁ -2012
Bienal do Livro do Ceará
Dia 13, no Café Java
|20h00- 22h00| Fornadas Literárias|
“Ana Nogueira Batista: uma confeiteira entre os padeiros”
Convidadas: Olga Paiva (Pesquisadora) e Cecília Cunha (Professora/ Dra. Literatura Brasileira/UFSC)
Mediação: Lourdinha Leite Barbosa (Professora UECE/Mestra em Literatura Brasileira)
Dia 13, no Café Java
|20h00- 22h00| Fornadas Literárias|
“Ana Nogueira Batista: uma confeiteira entre os padeiros”
Convidadas: Olga Paiva (Pesquisadora) e Cecília Cunha (Professora/ Dra. Literatura Brasileira/UFSC)
Mediação: Lourdinha Leite Barbosa (Professora UECE/Mestra em Literatura Brasileira)
sexta-feira, 9 de novembro de 2012
X BIENAL INTERNACIONAL DO LIVRO DO CEARÁ - FORTALEZA l CE
HOJE, 10/11 - sábado, AÍLA SAMPAIO estará na Sala 5 -Sátiro Alegrete (Sabino Batista) Mezanino 2, às 11h:15min, falando sobre o personagem Mundo do romance Cinzas do Norte, de Milton Hatoum, na palestra O PÃO QUE O DIABO AMASSOU, do - Colóquio Literatura e Psicanálise.
Programação completa da BIENAL:
http://www.bienaldolivro.ce.gov.br/programacao/

Livro - Cinzas do Norte (Milton Hatoum)
Milton Hatoum
Aíla Sampaio
domingo, 4 de novembro de 2012
X BIENAL INTERNACIONAL DO LIVRO - FORTALEZA l CE
BIENAL -
Hoje (09/11)
Hermínia Lima falará sobre o romance A CASA - Natércia ( 10h15 - 11 h 45)
Aíla Sampaio e Hermínia Lima às 17h, falarão sobre a obra do Batista de Lima.
domingo, 28 de outubro de 2012
Ensaio de Aíla Sampaio sobre o romance ''Cadeiras na calçada'' de Raymundo Netto
Ensaio de Aíla Sampaio para o Caderno LER do Diário do Nordeste sobre o romance 'Cadeiras na calçada'' de Raymundo Netto. Uma Fortaleza que não volta mais...fica as memórias dessa Bella Époque.
Margleice Pimenta
''Um conto no passado. Cadeiras na calçada, romance de Raymundo Netto, é uma viagem no tempo, um encontro com uma Fortaleza poética e provinciana que só a imaginação pode reconstruir.
De mãos dadas com Américo Lopes, o protagonista e narrador, passeamos pelas calçadas do início do século XX e andamos, assim, pelas ruas ´descalças´ de uma cidade menina que parece se fazer mulher aos olhos do leitor.''
Parte 1ª: A Fortaleza do século XIX
Fonte: http://diariodonordeste.globo.com/materia.asp?codigo=1196989
Parte final
Margleice Pimenta
''Um conto no passado. Cadeiras na calçada, romance de Raymundo Netto, é uma viagem no tempo, um encontro com uma Fortaleza poética e provinciana que só a imaginação pode reconstruir.
De mãos dadas com Américo Lopes, o protagonista e narrador, passeamos pelas calçadas do início do século XX e andamos, assim, pelas ruas ´descalças´ de uma cidade menina que parece se fazer mulher aos olhos do leitor.''
Parte 1ª: A Fortaleza do século XIX
Fonte: http://diariodonordeste.globo.com/materia.asp?codigo=1196989
FOTO: Fortaleza: Esquina da Rua Pedro Borges com Floriano Peixoto, em 1950. Arquivo Nirez
Fortaleza: Cartão-Postal da Guilherme Rocha com Major Facundo, 1911, arquivo Nirez
Memória: peças de perfumaria, como brilhantina, talco, pó de arroz e sabonete, datadas de 1950. arquivo nirez
Um homem, a cidade e suas aventuras
Fonte: http://diariodonordeste.globo.com/materia.asp?codigo=1197001segunda-feira, 22 de outubro de 2012
quarta-feira, 17 de outubro de 2012
segunda-feira, 15 de outubro de 2012
segunda-feira, 8 de outubro de 2012
domingo, 30 de setembro de 2012
Ensaio - Aíla Sampaio
Ensaio (29.09.2012)
Aila Sampaio
Parte 1:
http://diariodonordeste.globo.com/materia.asp?codigo=1186639
Parte 2: (final)
http://diariodonordeste.globo.com/materia.asp?codigo=1186650
sábado, 29 de setembro de 2012
terça-feira, 25 de setembro de 2012
O SOL DE CADA COISA (BATISTA DE LIMA)
Batista de Lima é, na concepção de Schiller, um ''poeta sentimental'', pois, ''pratica uma poesia de caráter reflexivo, filosoficamente comprometida com seus próprios meios de expressão e realização''. Neste novo livro, sobretudo, ele filosofa, silencia, perscruta, recorda, celebra, faz declarações de amor. brinca com as palavras, seduze-as, apascenta-as e confirma seu nome na poesia cearense contemporânea. Suas múltiplas vozes e não apenas domam os relâmpagos, mas acendem as luzes intemporais do sol invisível de cada coisa e abrem portas para celebrar a vida!
Prefácio de 'O Sol de Cada Coisa'
Aíla Sampaio
Professora, escritora e poetisa.
Foto: Margleice Pimenta
O sol de cada coisa
Há um sol
que se esconde
em cada coisa
Há um sol
que se anuncia
antes do sol
Sol e sal
sangram poesia
pelos poros do poema
Batista de Lima (In: O SOL DE CADA COISA, 2008)
segunda-feira, 24 de setembro de 2012
Ensaio - Hermínia Lima
Profa.Hermínia Lima
ENSAIO
A musa: em Batista de Lima
22.09.2012
Dizer algo sobre O sol de cada coisa, o décimo livro de Batista de Lima, é tarefa que deleita e que aflige
E assim me sinto, com panos poucos para cobrir tanto dizer. Nesse enlevo, caminhar sob O sol de cada coisa é deleite pelo prazer do contato macio e suave com a superfície sedosa do tecido poético que veste esta produção lírica do Mestre da Mangabeira; mas, ao mesmo tempo, é aflição pela vontade reprimida de comentar o livro inteiro, parte a parte, texto a texto, verso a verso, palavra a palavra, embora sabendo que isso tornaria quilométrica a escrita desta leitura. Eis, a seguir, pequena amostra do sedoso tecido poético ao qual me referi há pouco, segunda estrofe do poema Ao sopé de mim: (Texto II)
As duas faces
Diante do impasse anunciado, entre o deleite e a aflição, após idas e vindas desassossegadas pelos volteios e veredas do sol de cada coisa, dei as mãos ao domador de relâmpagos que habita a obra e, com ele, caminhei sob as chuvas de abril que molham os versos desse Sol, seguindo rumo às raízes fincadas nas páginas do livro, para explorar essa coisa de viver, essa coisa de viver a poesia de Batista de Lima.
Nessa aventura, deixei para trás as raízes, acalmei o meu desassossego e me deixei guiar pelo domador, embrenhando-me nos versos em busca do sol que clareia cada coisa, cada palavra, cada verso desse universo. Assim, deixando de lado os aportes teóricos, optei por fazer uma apreciação estética livre, movida pelo prazer da leitura, não se importando, portanto, com uma teoria que a fundamente. E nenhuma teoria se faz necessária para que possamos apreciar a beleza de um poema bem gestado, como Retorno ao mais puro olhar: (Texto III)
A mulher
Não falarei aqui de tantas coisas e tantos sois encontrados. Escolhi destacar um sol apenas: a mulher. Uma imagem fulgurante que habita a palavra de Batista neste livro. Refiro-me à imagem do feminino que se materializa nas partes da obra, em especial, no Desassossego. Uma personagem que surge e salta de poema para poema, ora uma, ora várias. É, pois, este o nosso intento: capturar essa imagem e apresentar aqui a representação artística de um perfil feminino que se cristaliza nas páginas da obra. O poema Desassossego, que nomeia a terceira parte do livro, legitima a leitura em busca desta mulher que, muitas vezes, nem se mostra explicitamente, apenas se faz desejada e surge, nas páginas do livro, pelo viés do desejo daquele que fala: (Texto IV)
A imagem de mulher que o poeta constrói em seus versos é uma mulher-múltipla ou múltipla-mulher que se revela numa sequência de imagens sinestésicas, como: olhar de clarim, pele que poreja rosa e carmim, doce pêra, alimento, mulher música que se espreguiça em pauta antiga, mulher também movimento, mulher-mergulho, desassossego, mulher-moinho de um poeta que se diz Quixote, mulher Maria que o levou e o perdeu... Exemplo desta imagem feminina se revela através do conceito de saudade que o poeta tenta formular no afã de definir a falta - Saudade: (Texto V)
Trechos
TEXTO I
Não sei com que roupa
Vou vestir o meu dizer
palavras são panos poucos
a cobrir tantos abismos
TEXTO I
Não sei com que roupa
Vou vestir o meu dizer
palavras são panos poucos
a cobrir tantos abismos
TEXTO II
Olhar as coisas em seus lugares
a sensibilidade da árvore
na tranquilidade
da noite enluarada
a cidade dormindo na madrugada
e o mar coçando manhoso
suas costas de acalanto.
Olhar as coisas em seus lugares
a sensibilidade da árvore
na tranquilidade
da noite enluarada
a cidade dormindo na madrugada
e o mar coçando manhoso
suas costas de acalanto.
TEXTO III
Depois de muitos verões/ aprendi a chover/ lagrimáguas/ sangue e seiva/ Tatu na toca sempre fui/ João-de-barro/ João-sem-barro/ depois de muitos trovões/ minhas paredes cederam/ O homem é um açude/ ventura é sangrar/ chorar é preciso/ Quando perguntei/ por mim/ ninguém respondeu/ ninguém soube responder/ ninguém soube quem era/ o amestrador de palavras/ o cultivador de fantasmas/ o guardião dos pardais/ ninguém disse conhecer/ o que restava apenas/ era um olhar de espanto/ a alegria das enchentes/ na sangria dos açudes/ no úbere das vacas leiteiras/ na véspera da parição/ quando perguntei por mim/ mostraram o adubo espalhado/ pelos caminhos que andei andando/ meu pai esculpido distante/ numa pedreira/ minha mãe impressa/ na lâmina escura da água/ do açude do pé da serra.
TEXTO IV
Cura-me desta enfermidade/ que é a vida/ envenena-me de esperança/ iludindo-me a cada instante/ para que eu transporte/ este grande fardo/ Enlouquece-me ao amanhecer/ para que nele não se instale/ o crepúsculo que se debruça/ no meu caminho./ Que meu desassossego seja a minha herança/ meu transporte e porto de chegada/ e em teu coração/ me esconda da tempestade/ abre-te pois em portas/ que eu estou de chegada/ Mas não deixes no entanto me achegar/ conserva-me ao longe e enfermo/ de paixão, loucura e mal-estar/ para que eu morra/ de viver me estranhando/ por saborear-me em ti eternamente.
TEXTO V
Saudade é tua presença estando ausente/ é este poço seco é este abismo/ no meu passo próximo esculpido/ Saudade é o chapéu do meu avô/ com as abas pandas de procura/ o sorriso de minha avó num cafuné dilatado/ Saudade é teu olhar de serra ao longe/ lá onde o sol brinca de se esconder/ e a chuva é súplica de alvíssaras/Saudade é a voz do teu falar/ que se negou a te acompanhar/ é essa fome de morrer/ por não viver no teu viver/ Saudade é um conteúdo sem continente/ uma paisagem sem ter quem olhe/ um olhar de um farol sem luz/ saudade é um poema que se reduz..
TEXTO IV
Cura-me desta enfermidade/ que é a vida/ envenena-me de esperança/ iludindo-me a cada instante/ para que eu transporte/ este grande fardo/ Enlouquece-me ao amanhecer/ para que nele não se instale/ o crepúsculo que se debruça/ no meu caminho./ Que meu desassossego seja a minha herança/ meu transporte e porto de chegada/ e em teu coração/ me esconda da tempestade/ abre-te pois em portas/ que eu estou de chegada/ Mas não deixes no entanto me achegar/ conserva-me ao longe e enfermo/ de paixão, loucura e mal-estar/ para que eu morra/ de viver me estranhando/ por saborear-me em ti eternamente.
TEXTO V
Saudade é tua presença estando ausente/ é este poço seco é este abismo/ no meu passo próximo esculpido/ Saudade é o chapéu do meu avô/ com as abas pandas de procura/ o sorriso de minha avó num cafuné dilatado/ Saudade é teu olhar de serra ao longe/ lá onde o sol brinca de se esconder/ e a chuva é súplica de alvíssaras/Saudade é a voz do teu falar/ que se negou a te acompanhar/ é essa fome de morrer/ por não viver no teu viver/ Saudade é um conteúdo sem continente/ uma paisagem sem ter quem olhe/ um olhar de um farol sem luz/ saudade é um poema que se reduz..
FIQUE POR DENTRO
Breves noções acerca do lirismo
De acordo com Massaud Moisés, em seu "Dicionário de termos literários" (São Paulo: Cultrix, 1974), a poesia lírica ser revela como sendo a poesia do eu, isto é, a expressão de uma confissão ou, ainda, a poesia da emoção. Desse modo, através da confissão de estados d´alma, de sensações anímicas, o poeta comunica ao leitor sentimentos que dizem respeito às pessoas como um todo. O tom emocional dessa poesia explicaria, assim, a sua intrínseca relação com a música, pois, esta, meramente sonora, parece traduzir os contornos íntimos e difusos do poeta, infensos ao vocabulário comum. Nesse contexto, a presença da metáfora é um dos recursos por que o poeta visa à expressão de conteúdos vagos da subjetividade sem lhes alterar a natureza. As palavras e as notas musicais se equivalem, num mundo vago, incorpóreo.
Breves noções acerca do lirismo
De acordo com Massaud Moisés, em seu "Dicionário de termos literários" (São Paulo: Cultrix, 1974), a poesia lírica ser revela como sendo a poesia do eu, isto é, a expressão de uma confissão ou, ainda, a poesia da emoção. Desse modo, através da confissão de estados d´alma, de sensações anímicas, o poeta comunica ao leitor sentimentos que dizem respeito às pessoas como um todo. O tom emocional dessa poesia explicaria, assim, a sua intrínseca relação com a música, pois, esta, meramente sonora, parece traduzir os contornos íntimos e difusos do poeta, infensos ao vocabulário comum. Nesse contexto, a presença da metáfora é um dos recursos por que o poeta visa à expressão de conteúdos vagos da subjetividade sem lhes alterar a natureza. As palavras e as notas musicais se equivalem, num mundo vago, incorpóreo.
HERMÍNIA LIMA
COLABORADORA*
Professora da Unifor
COLABORADORA*
Professora da Unifor
sexta-feira, 21 de setembro de 2012
Tudo passa...
Naufrágio do SS San Francisco - Nathaniel Currier, 1854
Tudo passa ou meramente fica adormecido em algum lugar do passado na memória. Como um despertar desses sonhos 'fantásticos' e, vivenciados em alto-mar com ondas gigantes que batem na âncora do navio...Agora, esperamos essa maré baixar, e seguir os nossos rumos para um futuro que nos reserva cheio de surpresas. Ah, mais isso não é tudo, é como esperar a chegada da primavera para vos alegrar a gratidão que a vida nos oferece.
Margleice Pimenta
Assinar:
Postagens (Atom)















.jpg)



.jpg)







