Seguidores

domingo, 29 de agosto de 2010

Sentimenti ( Sentimentos)

A tuoi braccie ho voglio sentiamo
La magia del tuo amore
Senti il tuo bacio bruciore,
e vivere quel  sogno...
la magia dei tuoi occhi ...
Con il suo sguardo penetrante la fronte mia,
Ciò che mi fa rave,
in questo sapore di passione.
Sento me nella nuvole
Nel’erba, sotto gocce di rugiada
Che caduta nel giardino;
Le farfalle sorvolare intorno
del rose, che esala suo profumo
al nostro olfatto ...
 Intorno a noi, sentieri davanti a noi;
Un lungo cammino da percorrere,
arrivate ai margini dal fiume che taglia la città.
Di subito, forti gocce di pioggia;
comincia a  giocando sui nostri corpi,
i nei nostri sguardi cominciano  a croce con
più Velocità in quel instante ...
Ciò che rimane è sentire unico
il suono della pioggia che cade fuori,
 lontano dal rumore della città.
Per qualcuni instanti, il silenzio tra noi
in corsa...
Così, per noi...
L'amore che brilla nei nostri occhi.
fa  scuote, i nostri corpi;
Tra il desiderio e passione,
Con sentimenti visibile
Nel viso del nostre vite.


Margleice Pimenta






domingo, 22 de agosto de 2010






Ensaio: Os labirintos da literatura fantástica


[Cícero dias: "Cavaleiro e moça na janela", óleo sobre tela, (década de 30) coleção Luís Paulo Montenegro, Rio de Janeiro]

Ensaio deste domingo, 22/08 da profª Aíla Sampaio, para o Caderno " Cultura", no Diário do Nordeste.  Vale a pena conferir quem aprecia a literatura e,  mas, quando se fala do imaginário, do subconsciente, real que atrai as várias facetas desse mundo fantástico. 



1ªPARTE: http://diariodonordeste.globo.com/materia.asp?codigo=834441

2ªPARTE:  
 http://diariodonordeste.globo.com/materia.asp?codigo=834513

3ª PARTE :http://diariodonordeste.globo.com/materia.asp?codigo=836590

sábado, 21 de agosto de 2010


Il giorno in più " - Fabio Volo




Romanzo di Fabio Volo,"Il giorno in più ", che racconta la storia di Giacomo, un uomo che vivi e lavora a Parigi. Di subito sulla vita cambia quando trova una donna sul tram, in rotta verso il suo lavoro, tutti i giorni nel periodo di due mesi. Che sia scrive nel tuo diario? Nulla si parlano, ma esiste la scambia di sguardi. Per sulla sorpresa, lei si presenta a Giocomo, dice che si chiama Michela, e va essere transferita a lavoro per New York. Invitia lui per un caffè. E adesso, che va essere di lui ? Adesso che sapevo il tuo nome, per dove vada. Che decisioni, va dovrebbe prendere per stare al fianco di Michela ? Perché il titolo di questo libro si chiama ,"Il giorno in più "? Lo che succede in questo percorso ?
...

P.S: Conosco questo libro, solamente a su lingua originale.





O dia que faltava [Il giorno in più ]

Romance de Fabio Volo " O dia que faltava" , que conta a estória de um homem que vive e trabalha em Paris. De repente, sua vida muda, quando encontra uma mulher no eléctrico ou bonde a caminho de seu trabalho, todos os dias, durante dois meses. O que ela escreve em seu diário? Nunca se falam, mas existe uma troca de olhares. Para sua surpresa, ela se apresenta para Giacomo, diz que se chama Michela, e que vai ser transferida a trabalho para Nova Yorque. Convidá-lo para um café. O que vai ser dele? Agora, que já sabe o seu nome, para onde vai. Que decisões, devem ser tomadas para ficar ao lado de Michela ? Por que o título deste livro se chama " Mais um dia ou Um dia que faltava" ? O que acontece neste percurso? .....


P.S: Conheço somente em sua língua original. 

segunda-feira, 9 de agosto de 2010


Sentimentos 



Em seus braços quero sentir;

A magia do seu amor,

Sentir o seu beijo ardente, 

e viver esse sonho...


Com o seu olhar penetrante à minha frente,


que me faz delirar, nesse sabor da paixão.


Sinto-me nas nuvens, 


Na relva, sob as gotas de orvalho,


Que caem no jardim;


As borboletas sobrevoam ao redor


das rosas, que exalam o seu perfume


ao nosso olfato...


Ao nosso redor, veredas à nossa frente;


Um caminho longo a percorrer, até chegar


a margem do rio que corta a cidade.


De repente, gotas fortes de chuva;


Começa a bater em nossos corpos, e


os nossos olhares começam a se cruzar com


mais verocidade naquele instante...


O que nos resta, é ouvir somente;


o barulho da chuva, a cair lá fora,


longe do barulho das cidades.


Por alguns instantes, o silêncio entre nós


nos afaga...


Portanto, nesse momento;


O amor, que brilha em nossos olhos.


Faz tremer, os nossos corpos;


Entre o desejo e a paixão,


Com sentimentos visíveis


No semblante de nossas vidas


Margleice Pimenta

Julho/Agosto 2010 

domingo, 11 de julho de 2010

Sogni

                      
                                     Sogni

Photo: Luís Santana ( Vista da Serra dos Bastiões - Iracema)          
                                     
                                                 Domani di sogni  e speranze 
                                              in questo mondo;
                                        E' bisogno sognare che
                                           ogni giorno sarà per 
                                   per vede  il sole a penetrare per
                                  la  finestra di tutte  mattinata.
                                     Sentire il sapore dal caffè,
                           e dopo  respirare nel campo verde   
                                   sull'aria fresca e pura.
                                   Che venga troppo forte, 
                                        tutta la forza di vivere 
                            le cose buone di questa vita 
                                  che la gente ancora trova per 
                                         condividire .... 
      Margleice, 10/07/10                            



quinta-feira, 24 de junho de 2010

Sol















É um ser brilhante,
que brilha;  
brilhantemente. 

É um ser virtuoso,
que virtua;
virtualmente.

É um ser iluminante,
que ilumina;
luminosamente.


Margleice, 24/06/10
 

segunda-feira, 21 de junho de 2010

Relato de um certo Oriente - Milton Hatoum


RESUMO - " Este é o relato da volta de uma mulher, apos longos anos de ausência, à cidade de sua infância, Manaus, num dialogo com o irmão distante. Historia de um regresso à vida em familia e ao mais intimo, no fundo é uma complexa viagem da memoria a uma ilha do passado, onde o destino do individuo se enlaça ao do grupo familiar na busca de si mesmo e do outro. Odisséia sem deuses ou maravilhas de uma pobre heroina desgarrada, cujo destino problematico terri sens fios no enredo de um romance, tramado com calma sabedoria pela mão surpreendente de um jovem escritor. O romance é aqui uma arquitetura imaginaria : a arte de reconstruir, no lugar das lembranças e vãos do esquecimento, a casa que se foi. Uma casa, um mundo. Um mundo até certo ponto unico, exotico e enigmatico em sua estranha poesia, mas capaz de se impor ao leitor com alto poder de convicção. Não se resiste ao fascinio dessa prosa evocativa, traçada com raro senso plastico e pendor lirico : viagem encantatoria por meandros de frases longas e limpidas, num ritmo de recorrências e remansos, de regresso à cidade ilhada pelo rio e a floresta amazônica, onde uma familia de imigrantes libaneses, ha muito ali radicada, vive seu drama de paixões contraditorias, de culpas e franjas de luto ao redor de mortes tragicas. A essa ilha familiar retorna a narrativa como a um ponto de recordações, aberto à atmosfera ambigua de um certo Oriente - espaço flutuante onde velhas tradições religiosas e culturais vieram se misturar às imagens da terra, com a aura do sagrado e o gosto sensual de coisas e palavras. A narração remonta ao passado por lances retrospectivos, pela voz da narradora em que se encaixam outras vozes num coral coeso, lembrando a tradição oral dos narradores orientais : caixa de surpresas, de que saltam as multiplas faces das personagens, num jogo de sombra e silêncio, sob a luz ardente do Amazonas. Nela se guardam as hesitações e lacunas da memoria, o que não se alcança do passado - modo obliquo de se deparar com os limites do conhecimento do outro e de si mesmo, enigma ultimo do ser. Reino de figuras fugazes, mas fortes : Emir, que transita para a morte, levando nas mãos a misteriosa flor em que se cifra seu destino ; o fotografo alemão Dorner, que capta com sua generosa atenção o final simbolico do suicida ; o leitor calado e solitario da Parisiense, velho comerciante arabe, capaz de contar historias parecidas às das Mil e uma noites ; e a extraordinaria Emilie, matriarca e matriz de toda a vida da casa, que traz aninhado no colo o novelo de historias de familia, origem e fim do enredo do romance. Como outros em nosso tempo, é este o relato de uma volta à casa ja desfeita, reconstruida pelo esforço ascético de um observador de olhar penetrante, mas pudoroso, que recorda e imagina. Historia de uma busca impossivel, o romance é ainda uma vez aqui a aventura do conhecimento que empreende o espirito quando se acabam os caminhos. E ai que começam as viagens da memoria. "

 Davi Arrigucci Jr.

A Paixão segundo Shakespeare- Teófilo Silva

Nos nove ensaios que compõem a obra, Teófilo mostra, com apuro estético e a simplicidade dos que têm consciência do uso da linguagem, a visão de Shakespeare sobre as Paixões. Em “A Paixão segundo Shakespeare”, texto que dá título ao livro, ele discorre acerca dos leitores e admiradores do teatrólogo, situa-o no tempo e no espaço, apontando já a atemporalidade de sua criação. Em seguida, abre um capítulo intitulado “Paixão pelo homem”, onde enfoca aqueles que ele considera os mais fortes sentimentos humanos: ‘ Amor’ e o ‘Orgulho’, a que se seguem: “A paixão pela ordem” (O poder e A justiça), “A paixão pela vida” (A amizade), “A paixão por ele” (Freud X Shakespeare e Marx, leitor de Shakespeare), “O fim da paixão” (Entre a vida e a morte). Neste último, ele assinala que o tema da morte é bastante recorrente, fato até natural, já que quase duas dezenas das peças são tragédias, gênero predominante na época. A morte, na obra, segundo o autor de A paixão, representa o medo, o nada o absurdo, a revolta, a ironia, o desespero, a dor, a religiosidade, a transcendência e, ironicamente, a comicidade.
Aíla Sampaio 
P.S.: Para ver o  restante do ensaio é só clicar no texto ou no link acima.  

sábado, 19 de junho de 2010

Ballare




vado a ballare una 
salsa e merengue
Sentire gli movimenti 
dal corpo nel momento
di ogni giro.
Il callore dal tuoi corpo 
prossimo al mio
mi fai sentire come in
una notte d'estate.
Sentire le tue mani
tra le miei a
ogni giro nel
barrio caliente.

Margleice,01/11/09


sexta-feira, 18 de junho de 2010


A flor sob o livro,
como num encanto
que descreve um
mundo de sonhos.
Desbravando lugares e mares desconhecidos.
Ilusões pertinentes
que dão lugar a um sorriso,
deixando a vida mais bela.
 Margleice, 24/05/10

domingo, 23 de maio de 2010

Na calada da noite




A noite esconde os seus 
mistérios e seus medos.
É sentir na pele o luar
como inspiração. 
Revelando emoções 
de palavras dantes,
não proferidas.
Elas se soltam ao vento
num voo de liberdade,
em pleno céu da madrugada.
É nela que a imaginação
se transforma no seu 
âmbito desejo. 
Desvendando toda a magia
na calada da noite para
a descoberta do amor.



segunda-feira, 17 de maio de 2010

O sol




O sol que atravessa num 
mais esplêndido  pôr-do-sol
que se esconde entre as nuvens. 

Neste céu alaranjado 
que transborda uma energia 
transcendental. 

O seu fugaz que foge 
aos nossos olhos como
uma alquimia. 

segunda-feira, 10 de maio de 2010

ANALISI - Quel mondo perduto tra Nietzsche e Proust


Ad essere indicato come terminale di una svolta nel modo di trattare le grandi questioni filosofiche è il pensatore tedesco

di ANTONIO GNOLI

L'intreccio tra modernità e filosofia è una delle componenti su cui più forte è stata la riflessione negli ultimi anni. Figure come Habermas e Blumenberg hanno costruito una linea di difesa del moderno contro gli attacchi provenienti da quegli autori, in particolare Lyotard, Derrida, Baudrillard, che ne avevano con ragioni diverse, decretato la fine. Una lunga battaglia si è svolta tra chi nel moderno ha colto i motivi ancora validi di un pensiero in grado di confermare quanto da Descartes in poi la ragione umana aveva, pur tra incertezze e dubbi, costruito nei più diversi campi: dalle scienze alla società, dall'arte alla politica, dalla religione alla vita. E coloro che, avendone colto l'esaurirsi della spinta propulsiva, ne hanno denunciato il carattere autoritario e violento. È su questo sfondo conflittuale che ho letto il nuovo libro di Scalfari, la cui forza risiede nel volersi ritagliare una posizione terza che è tanto più interessante in quanto tiene conto di entrambe le sensibilità.

La modernità, avverte Scalfari, dura grosso modo quattrocento anni. In questo arco di tempo cambia il nostro rapporto con la scienza, la politica, l'economia, l'arte, la religione. È un'epoca densa di rivolgimenti nella quale declina la metafisica. Non è di questo che la filosofia si è occupata fino a quel momento? E che cosa, da questo punto in poi, ci riserverà? Tra i filosofi, che meglio hanno segnato il mondo moderno, Scalfari ne individua quattro: Descartes, Spinoza, Kant e Hegel. Non furono meno moderni, ci avverte l'autore, Hobbes, Leibniz e Hume. Ma in quelli che ha eletto a rappresentanti della modernità, ne coglie la grandiosità del disegno, la forza persuasiva del sistema, la problematicizzazione della trascendenza e dunque il diverso posto che assegnano a Dio.

Sono pagine di grande chiarezza che Scalfari dedica a questa sorta di rivoluzione filosofica che ha alle spalle un padre tanto autorevole quanto appartato: Michel de Montaigne. È lui la vera icona della modernità che, nel chiuso del suo castello, descrive negli Essais un mondo completamente nuovo: mosso, mutevole, apprezzabile e molto più grande di quanto non immagini la vecchia metafisica. Sarà quella visione relativa delle cose, osserva Scalfari, a incantare prima Diderot e poi lo stesso Goethe. Nei confronti dell'artefice dell'Encyclopedie Scalfari prova una vera attrazione. Diderot è il più inquieto tra gli illuministi. Ama le donne di spirito, combatte il potere dall'interno del potere, realizza straordinarie imprese editoriali, scrive romanzi che tutta l'Europa leggerà, si professa ateo coerente e spregiudicato. Cosa c'è, dunque, di più moderno di una tale sensibilità duttile, provocatoria, capace di mettere alla prova la ragione e dare un senso all'azione? Quella modernità che ebbe inizio con Montaigne, si conclude con Nietzsche: "L'ultimo gioco intellettuale, l'ultima playstation è Nietzsche", scrive con un'immagine efficace Scalfari.

Se la modernità ci ha insegnato a viaggiare e a relativizzare il conosciuto, se ha messo in discussione, senza tuttavia cancellarlo, il rapporto con Dio, se ha rivisto la relazione tra politica e morale, se ha assegnato all'economia un ruolo che prima non aveva e alla ragione umana un posto di tutto rispetto, se ha alimentato il dubbio e la tolleranza, se ha sottoposto la verità al controllo sperimentale, se ha dato forza al presente e al futuro, allora in che senso Nietzsche metterebbe fine a tutto questo?

Già col precedente libro Scalfari insisteva sul ruolo che l'autore dello Zarathustra aveva svolto nell'ambito della modernità. Ma si ha l'impressione che il nuovo lavoro indichi una svolta nel modo di pensare le grandi questioni filosofiche di cui Nietzsche è il terminale. "Nel mio libro L'uomo che non credeva in Dio", scrive Scalfari, "ho parlato a lungo di Nietzsche e ho creduto di capire che il suo pensiero si rifaceva al "tutto scorre nulla permane" eracliteo... Ma poi tornando a riflettere su quelle pagine, mi è sembrato che il "tutto scorre" non sia il solo principio al quale si ispira la concezione filosofica di Nietzsche. Il suo pensiero è molto più complesso e il divenire per lui rappresenta la modalità dell'essere". Con questa nuova consapevolezza si aprono questioni non marginali. La prima delle quali ci pare riconducibile a una sorta di paradossale accostamento tra Nietzsche e Montaigne. E se dunque uno, capovolgendo il sistema dei valori, chiude la modernità, l'altro - con il suo relativismo - la condanna fin dall'inizio.

C'è una seconda questione che richiama sia il rapporto di Nietzsche con la metafisica, sia il modo in cui Heidegger interpreta questa relazione. Scalfari gli dedica alcune pagine. E se capisco bene lo svolgersi del ragionamento scalfariano, Heidegger restituisce un'interpretazione "malandrina" di Nietzsche, perché occulta la soggettività del proprio sguardo. In altre parole il limite di Heidegger risiederebbe nel fatto di non dichiarare che la sua interpretazione di Nietzsche non è l'unica. Peccando così di una slealtà interpretativa tanto più grave, osserva Scalfari, in quanto "l'intera ermeneutica nicciana si basa su questo delicato rapporto tra la soggettività dell'interprete e l'oggettività della cosa interpretata". Ma è proprio questa l'accusa che Heidegger muove a tutta la tradizione della metafisica occidentale (compreso Nietzsche che fallisce nel suo tentativo di uscirne): aver posto soggetto e oggetto (diciamolo un po' alla buona) uno di fronte all'altro. Dell'autore di Essere e Tempo si possono dire molte cose, ma non che egli abbia voluto restaurare una qualche forma di metafisica.

Il libro di Scalfari si avvale di una sensibilità che lo spinge a indagare i vari livelli in cui la modernità si è resa manifesta: da quello filosofico, come si è visto, a quello letterario. Sul quale ancora una volta mostra le sue preferenze: Proust e Rilke, su tutti gli altri. È un altro modo per discendere le scale del moderno e vedere cosa si nasconde ancora nelle sue cantine. Verrebbe a questo punto voglia di chiedere: se il moderno è finito, da quale luogo noi continueremo a pensare e a parlare? Scalfari è consapevole che qualcosa di fondamentale si è rotto e, a quanto pare, non più rimediabile. Egli fiuta l'aria del nuovo che ancora non c'è, ma che irresistibile giungerà. È il destino delle epoche di aprirsi e chiudersi. Noi, moderni viviamo il paradosso, sembra dirci Scalfari, di essere dentro e fuori da quel mondo. È il nostro lungo declino, in attesa che i nuovi barbari vengano legittimati.

(07 maggio 2010)



Eugenio Scalfari viaggio nella modernità Da Montaigne a Diderot, da Tolstoj a Freud. Nel suo nuovo libro, " Per l'alto mare aperto" fondatore di "Repubblica" traccia un intenerario fra letteratura e filosofia -


Da Montaigne a Diderot, da Tolstoj a Freud. Nel suo nuovo libro, il fondatore di "Repubblica" traccia un intenerario fra letteratura e filosofia  

di ALBERTO ASOR ROSA
L'antecedente immediato di quest'ultimo libro di Eugenio Scalfari, Per l'alto mare aperto (Einaudi, pagg. 281, euro 19,50), è Incontro con io (Rizzoli, 1994). Immediato? Sono passati sedici anni, come si vede, fra l'uno e l'altro, e nel frattempo Scalfari ha pubblicato quello che definirei un romanzo allegorico, La ruga sulla fronte (Rizzoli, 2001) e quella che definirei un'autobiografia filosofica, L'uomo che non credeva in Dio (Einaudi, 2008), oltre, s'intende, vari altri testi di carattere più decisamente politico- economico ed impegnato. Immediato in che senso, allora? Nel senso che Incontro con io segna il punto di partenza di un lungo percorso (tornerò su questo termine) che l'Autore ha deciso non da ora di compiere attraverso la cultura della modernità, passando però, e via via sempre più instancabilmente, attraverso se stesso, attraverso "io".

Questo percorso raggiunge il suo culmine (per ora) in Per l'alto mare aperto. Il catalogo degli autori che Scalfari chiama a raccolta per sostenere la propria idea di modernità si è fatto sempre più vasto e comprensivo: da Montaigne a Pascal, da Diderot a Tocqueville, da Cartesio a Kant, da Spinoza a Marx, da Leopardi a Baudelaire, da Dostoevskij a Tolstoij, da Rilke a Kafka a Proust, da Freud a Nietzsche, le varie "cime" (raramente tranquille, più spesso tempestose) della modernità sono scalate dal nostro Autore con straordinaria agilità e incredibile capacità comunicativa (che però non diviene mai volgarizzazione pura e semplice). Però, al tempo stesso, si è fatta sempre più vasta e comprensiva la problematica dell'"io" che filtra, deposita, organizza, dà "senso" (espressione scalfariana), sistematizza i materiali che mette (o rimette) a disposizione del lettore. Al centro del libro, dunque, non sta, puramente o semplicemente, la cultura della modernità, come Scalfari la intende. Ma c'è Scalfari come sperimenta, vive, modifica, vivendola, la cultura della modernità nell'atto d'intenderla. Se si perde di vista questo doppio passaggio, c'è il rischio di perdere di vista il senso assai complesso dell'intero libro.

Poiché non posso parlare di tutto, dirò solo di due cose, che però a me sembrano essenziali (con un corollario finale). La prima riguarda la "forma del libro" (che per me è essenziale per capire "cos'è il libro"). Dicevo all'inizio: "percorso". Sarebbe più esatto dire: "viaggio". Scrive Scalfari: "Il viaggio è la nostra dimensione naturale, posto che viviamo immersi nel tempo e nello spazio". Ma: "Quando quel percorso si svolge dentro di noi, allora le scoperte e le avventure, le persone e i fantasmi sono ancora più sconvolgenti perché è la nostra storia che andiamo ricostruendo...". Il fatto che si tratti in ambedue i casi di citazioni da Incontro con io ribadisce la linea di continuità di cui parlavamo in partenza. Infatti, in Per l'alto mare aperto: "L'Intelligenza che viaggia nel mondo sempre in lotta con la stupidità. Un viaggio difficile, contrastato, un viaggio per spiriti liberi...". Più esplicitamente ancora: "Continuando questo mio viaggio...".

La forma del viaggio comporta in Scalfari un recupero dantesco (Diderot = Virgilio) e uno omerico-dantesco: Ulisse, inteso come "mito" primigenio cui ancorare solidamente la modernità. Comporta una ricostruzione del tessuto culturale, ideale, filosofico, letterario della modernità, con le sue tappe, i suoi crocicchi, i suoi incontri e scontri, ma anche, come ogni viaggio che si rispetti, i suoi ritorni all'indietro, quando risulta necessario. Ma comporta anche, - e su questo aspetto io vorrei attirare di più l'attenzione, forse perché meno visibile, - un'esplorazione a' rebours del proprio passato da parte dell'Autore, fino alle insondabili profondità infantili, in cui un certo interesse, una certa pulsione sono germinati, per fondersi più avanti con le letture dell'adolescenza, della giovinezza, della maturità e... della vecchiaia. È la forma del viaggio, sostengo, che dà a questo libro, pur denso nei suoi contenuti, la sua piacevolezza, il suo fascino discorsivo, la sua capacità di comunicazione con il lettore, che ne segue, persino divertito, lo scorrevole andamento.

La seconda osservazione riguarda il catalogo. Chiunque si sia azzardato a proporre un "canone" (nessuno meglio di me può saperlo), si espone al rischio del famoso (e del tutto ozioso) gioco delle "sottrazioni" e delle "aggiunte". Non di questo intendo parlare. Vorrei invece dire la mia, troppo brevemente, me ne rendo conto, sull'idea di modernità che quel canone esprime. Io la riassumerei in questo modo: la modernità è un pensiero forte, che, a partire da una fiducia illimitata nella Ragione, man mano che si misura rigorosamente (e in mille straordinari modi) con il filtro dell'"io", del soggetto dichiarato e risolutamente monocentrato, perde i suoi fondamenti iniziali, si sfalda, trova nuove forme e, nelle nuove forme, dissolve ogni contatto persino con un residuo di Assoluto. Per questo il canone, pur rimanendo ancorato all'Illuminismo-Diderot, comincia di fatto con Montaigne e finisce con Nietzsche. Il relativismo, s'intende, ne rappresenta l'approdo finale. Ma - se non è un gioco di parole - un relativismo che resta anch'esso solidamente razionale e non perde mai i suoi rapporti con l'umano. E cioè un relativismo che non disintegra né immiserisce i valori, ma, - spero che neanche questo sia un gioco di parole, - li relativizza, riconoscendone intelligentemente la presenza e l'opportunità (ma anche i limiti) all'interno dell'agire storico-umano.

Questo modo di procedere, - che è al tempo stesso contemplativo e lucidamente razionale, introspettivo e storico-critico - produce una vera e propria mappatura del pensiero moderno, che andrebbe esaminata punto per punto, nei suoi accostamenti, non sempre scontati, e nelle singole figure che li compongono e rappresentano.

Confesso che uno dei capitoli che mi ha colpito di più, per comprensibili motivi personali, è quello dedicato a Karl Marx. Si chiede Scalfari in esordio, e lo chiede ai suoi lettori (riprendendo fra l'altro un topos sul quale noi ci siamo già soffermati): "Sapevamo, non è vero? Che in questo nostro viaggio uno degli incontri più significativi sarebbe stato questo [con Marx]". Be', io non lo sapevo: non nel senso che io non sia incline ad attribuire a Marx il ruolo nel percorso storico della modernità che Scalfari gli attribuisce: ma nel senso che non avrei pensato che Scalfari, intellettuale della più specchiata tradizione liberaldemocratica, fosse disposto a farlo, - e in questa misura. Arrovesciando totalmente il Marx sostenitore della dittatura del proletariato nel Marx critico e analista della società capitalistica, Scalfari finisce brillantemente per collocarlo fra i teorizzatori dello Stato centralizzato ed autonomo e al tempo stesso (ma non contraddittoriamente) della società civile intesa come luogo in cui l'individuo esercita in modo privilegiato la propria libertà. Se mai, un lettore incontentabile potrebbe osservare che fra i testi fondativi dell'imperitura modernità marxiana, accanto al Capitale, si potrebbero annoverare, e persino con qualche motivazione in più, gli Scritti filosofici giovanili e i Grundrisse: ma il baricentro del ragionamento non cambierebbe certo granché.

Come tutto questo poi si ricolleghi più in generale all'esperienza pubblica e alla figura politico-intellettuale di Eugenio Scalfari (un altro tratto del viaggio da tener presente), un lettore normale non dovrebbe far fatica a capirlo.

Il corollario è che, secondo Scalfari, la modernità è cominciata, c'è stata ma è anche finita. Intorno a noi i nostri contemporanei sono i nostri posteri e i nostri posteri sono i nuovi barbari. È un pensiero con cui mi sono anch'io recentemente confrontato, ed è - io credo - il pensiero di una generazione e di una storia. Fin dove arrivano questa generazione (forse una multi-generazione) e questa storia (forse più storie, molte storie diverse)? La cultura della modernità dovrebbe fare un ultimo sforzo: capire più esattamente dove la frattura si è verificata e perché, dove le generazioni e le storie più esattamente sono rientrate nella barbarie. La modernità ha un debito aperto con la contemporaneità: bisognerebbe pensarci molto seriamente. Intanto Scalfari ha fatto molto più che la sua parte. Mi è accaduto molto recentemente di sentirlo parlare ad un folto pubblico di giovani e di rimanere stupito, da vecchio docente, della corrente di comprensione, di simpatia, anzi di vera e propria complicità che correva fra loro al di sopra di un abisso di quasi settant'anni e di centinaia di migliaia di esperienze diverse: segno, penso, che i fili non sono del tutto spezzati e forse si possono ancora riallacciare. 
(07 maggio 2010)