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quinta-feira, 10 de outubro de 2013

DOIS DESTINOS E UM LUGAR

                                                   (para ampliar clica na imagem) 

Uma cruz simbólica ao amigo Albeci Almeida 
* 11.07.1950 
+ 14.02.2004 

Quando jovem perdeu o pai, Francisco Almeida, 'morto acidentalmente' pelo um vizinho que o confundiu com um ladrão de galinha, já que as mesmas, se assustaram com a presença do movimento de alguém próximo a sua casa. (Praticamente o homem era da família, já que era cunhado da irmã do falecido). Certa noite, chegando de Iracema, o sr. Francisco foi dar água ao cavalo no açude, inesperadamente, sendo surpreendido com um tiro fatal. Albeci cresceu com medo da profecia que o 'mundo se acabaria' no ano de 2000. Algo que sempre as pessoas faziam chacotas com ele. (hoje a palavra seria o 'bullying').
Uma canção da cantora Joanna que ele temia era ' Amor Bandido'' porque tinha a frase ''Pode o mundo se acabar...''.
Pra se defender de alguns que faziam brincadeiras de mau gosto de sua pessoa, ele fez um tipo de cassetete e colocou ainda tiras de couro de uns 2 metros. (Ai, de quem se atrevesse chegar próximo, estes eram surpreendidos com a chibata nos couros - grifo meu). Para os seus mais ou menos 1,45 m de altura, andar com seis cassetetes era um 'Deus nos Acuda'. Se arrastando, mas chegava ao seu destino. Sempre andava pela vizinhança, era na casa de um ou outro.
Ele sempre estava lá em casa, às vezes, passava dias. Ótimo nas 4 operações matemáticas! Sempre respeitamos o seu lado emocional e carente.
Tentou algumas vezes se aposentar, mas não conseguia passar pela perícia como se tivesse algum problema mental (porque sabia responder todas as perguntas dos peritos).
Mas, certo dia, doente, cansado e já noite desviou da estrada e adentrou para a represa do açude. Ali mesmo, caiu na margem e não se levantou mais.
Quando a família se deu conta do seu sumiço, começaram as buscas por vários lugares. Os dias iam se passando e nada. Um dos irmãos dele, resolveu procurar perto de casa, quando avistou urubus rodando o local. Um dos cachorros lá de casa o acompanhou. Lá estava o corpo já irreconhecível...

Palavras que ele sempre proferia : ''Quando eu morrer, quero estar próximo do meu pai"

O seu sonho ou agonia In(felizmente) se concretizou! 

Margleice Pimenta
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